O decreto foi publicado no Diário Oficial da União na última sexta-feira (6). Conforme o texto, Janja foi designada a ir ao evento na ONU após convite da ministra das Mulheres, Márcia Lopes. Todas as despesas da comitiva encabeçada pela primeira-dama serão pagas pelo governo federal.
Além de Janja, a delegação brasileira também inclui Márcia Lopes, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. O portal Poder 360 apurou que cerca de 40 servidoras de 17 órgãos do governo federal foram designadas para a missão.
Em seu perfil no Instagram, Janja afirmou que a comissão é “um dos espaços mais importantes do mundo para discutir as vivências e desafios das mulheres” e que a pauta reforça “a luta pela vida das mulheres e meninas e o trabalho do governo do presidente Lula no combate ao feminicídio no Brasil”.
A 70ª edição da CSW (sigla da comissão da ONU em inglês) ocorre entre 9 e 19 de março e reúne governos, organizações internacionais e representantes da sociedade civil para debater políticas de igualdade de gênero.
Na terça-feira (10), Brasil e México promovem o evento internacional “Feminicídio e os caminhos para seu combate, com transformação cultural e social”, que discutirá estratégias de prevenção, proteção e responsabilização em casos de violência contra mulheres. Durante o evento em solo norte-americano, o governo irá destacar o recém-lançado Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio.
Viagens de Janja ao exterior
A viagem oficial à Nova York não é a primeira em que Janja representa o Brasil em eventos internacionais. Em 2025, a primeira-dama participou de encontros do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, em Roma. A agenda também contou com presença do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, no âmbito da defesa de políticas de combate à fome e sistemas alimentares sustentáveis.
No mesmo ano, a primeira-dama também foi designada pelo governo para representar o país em um seminário internacional na Universidade Sorbonne, em Paris, sobre transição energética, educação ambiental e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, além de atuar como enviada especial para mulheres na COP30.
Já em 2026, Janja cumpriu agenda própria em Seul, na Coreia do Sul, antes da chegada da comitiva de Lula ao parceiro comercial asiático, e em Abu Dahbi, acompanhando encontro de Lula com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sua Alteza xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan.
Quando retornar de Nova York, Janja terá acumulado, desde 2023, 170 dias fora do país. São 23 dias a mais do que Lula esteve no exterior no mesmo período.