O desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, assumiu interinamente o cargo de governador do Rio na noite desta segunda-feira (23). A medida ocorre após a renúncia do então governador, Cláudio Castro (PL), e impedimentos de outros nomes na linha sucessória.
Castro deixou o Palácio Guanabara na véspera da retomada de seu julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, onde é réu por abuso de poder político e econômico nas Eleições de 2022, pode ser caçado e se tornar inelegível. O placar está em 2 a 0 pela condenação do político.
Crise na sucessão leva comando do Rio ao Judiciário
Em meio a crise política, o Rio de Janeiro enfrenta um cenário atípico na linha sucessória. O cargo de vice-governador está vago desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou a função para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado.
Pela legislação, na ausência do governador e do vice, o comando do Executivo caberia ao presidente da Assembleia Legislativa. No entanto, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal em dezembro do ano passado, após ser preso por suspeita de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.
Diante dos impedimentos, cabe agora ao desembargador Ricardo Couto convocar uma eleição indireta na Alerj para escolha do novo chefe do Palácio Guanabara até o fim do ano. O governador em exercício tem até 48 horas para a convocação.