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Sobe para 15 o número de aves mortas por gripe aviária no RS

Publicado em 05/03/2026 | Por Redação - Rádio Cristalina
Fonte: G1

Crédito da imagem: Foto: Reprodução/TV Globo

Subiu para 15 o número de aves mortas pela Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), a gripe aviária, no Rio Grande do Sul. Já haviam sido encontrados anteriormente 9 animais mortos ou doentes, todos cisnes brancos.

As aves infectadas são silvestres e foram encontradas na Reserva Ecológica do Taim, no Sul do estado.

A informação foi confirmada pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) do Governo do Rio Grande do Sul.

A Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos e, em raras situações, seres humanos que tenham contato direto com animais contaminados. A transmissão ocorre por meio de secreções, fezes ou carcaças infectadas.

A Reserva do Taim foi interditada por tempo indeterminado, até que o episódio de influenza seja controlado. Estão sendo realizados monitoramentos diários pela reserva, em conjunto com o serviço de veterinária oficial. Técnicos da secretaria da Estado e também da reserva, trabalham na busca e acompanhamento dos animais mortos ou doentes

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) afirma que a detecção não afeta a condição sanitária do estado e do país como livre da gripe aviária, o que também não gera impacto no comércio de produtos avícolas.

De acordo com a pasta, não há risco na ingestão de carne e ovos, já que a doença não é transmitida por meio do consumo.

O vírus foi identificado em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba ou cisne-branco. A notificação de animais mortos ou doentes foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), no dia 28 de fevereiro, e as amostras coletadas foram enviadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), que confirmou a doença.

A última vez que o vírus tinha sido encontrado na reserva foi em 2023, o que resultou em uma interdição de cerca de seis meses.

A vigilância está sendo realizada na região por servidores da Seapi, em parceria com as equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

"Caso sejam encontrados animais infectados serão coletados, sacrificados e incinerados para evitar que o contágio se alastre, saia daqui e infecte aves domésticas", relatou o chefe da Estação Taim, Fernando Weber.

Procurada pelo g1, a Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) emitiu um posicionamento institucional após a confirmação do caso, destacando que a ocorrência de gripe aviária não deve prejudicar as exportações gaúchas de aves.

"Ressaltamos que a ocorrência em aves silvestres é evento observado em diferentes regiões no mundo, não sendo situação incomum no cenário epidemiológico nestas aves. Informamos, ainda, que este registro não altera o status sanitário do Brasil, tampouco gera embargos às exportações ou restrições comerciais, mantendo-se a normalidade das atividades do setor produtivo", afirma o texto assinado pelo presidente executivo José Eduardo dos Santos.

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