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Política

Governo fará fiscalização eletrônica de todos os fretes e vai suspender empresas irregulares

Publicado em 18/03/2026 | Por Redação - Rádio Cristalina
Fonte: Banda

Crédito da imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou nesta quarta-feira (18), que o governo federal vai intensificar as fiscalizações sobre o cumprimento do preço de fretes após identificar altas irregulares motivadas pelas oscilações no preço de energia com a guerra no Irã. A ideia é aprimorar o sistema para fiscalizar todos os fretes do país eletronicamente, além de aumentar a presença de fiscais in loco nos estados.

“A capacidade de fiscalização física tem a limitação da presença humana nos locais. Mas nós temos a maior capacidade de fazer a fiscalização eletrônica adequada”, afirmou Renan em coletiva a jornalistas.

Frete é o valor pago pelo transporte de mercadorias de um ponto a outro — como combustível, alimentos ou produtos industriais — e faz parte do custo final ao consumidor, impactando em produtos como a gasolina e o diesel. A fiscalização exercida pelo governo é o controle sobre como esse transporte é feito e quanto está sendo cobrado, incluindo a verificação de contratos, documentos fiscais e possíveis abusos ou irregularidades, como preços inflados ou sonegação.

Conforme o ministro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) identificou que cerca de 20% das empresas têm descumprido o piso mínimo do frete e explorado a guerra para lucrar de forma irregular. Agora, o que o governo tenta é aumentar a capacidade de fazer a regra ser cumprida além da aplicação de multas, dando capacidade à ANTT de suspender empresas que estejam burlando o frete reiteradamente.

Renan citou nominalmente gigantes do setor de alimentos e de transportes, como a BR Foods, Raízen, Vibra Energia, Raízen, Unilever e AmBev, para evidenciar a responsabilidade de embarcadoras no aumento de preços que tem impactado o consumidor. “Estamos falando de agentes econômicos relevantes, e não de casos pontuais”, frisou.

O tema ganhou urgência no governo depois que ameaças de greve de caminhoneiros contra reajustes nos preços do diesel acenderam um alerta para uma crise indesejada em ano eleitoral. Um dos líderes do movimento atribuiu a motivação da guerra ao reajuste do diesel anunciado pela Petrobras na última sexta-feira (13), menos de 24 horas após o governo federal lançar um pacote para frear a alta do combustível.

Renan deu razão à insatisfação dos caminhoneiros e buscou atribuir a responsabilidade pelo aumento de custos às empresas, apesar dos esforços do governo para amortecer o impacto. “Não é um problema marginal, é uma distorção de mercado", afirmou.

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