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Conheça o empreendedor que fatura R$ 1 milhão ao criar saco de carvão que acende sozinho

Publicado em 08/03/2026 | Por Redação - Rádio Cristalina
Fonte: G1

Crédito da imagem: (Foto: Reprodução/PEGN)

Acender o carvão ainda é um desafio para muita gente. Assoprar, abanar, improvisar com líquidos inflamáveis — além de trabalhoso, o processo pode ser perigoso. Foi observando essa dificuldade recorrente que o gaúcho Wilian Biolo decidiu transformar a experiência prática em oportunidade de negócio.

Morador de Pareci Novo, no interior do Rio Grande do Sul, Wilian cresceu ajudando a família em uma churrascaria da cidade e, desde cedo, aprendeu os métodos tradicionais para acender o fogo da churrasqueira.

Paralelamente, construiu outra trajetória profissional: atuou por mais de duas décadas como bombeiro voluntário, lidando diariamente com segurança, controle de chamas e prevenção de acidentes envolvendo fogo.

A combinação dessas vivências seria decisiva para o futuro do negócio. Unindo a experiência como churrasqueiro e bombeiro voluntário, Wilian Biolo desenvolveu um saco de carvão que acende sozinho, apostando em segurança, praticidade e sustentabilidade.

A virada aconteceu em um evento de startups, quando o empreendedor percebeu que poderia reunir esses atributos em um único produto. A partir dali, a criatividade virou meta.

Foram quase dois anos de testes intensivos e mais de 200 protótipos até chegar ao modelo final: um saco de carvão que já vem com um dispositivo interno que facilita a circulação de ar e permite que o fogo seja aceso de forma simples.

“Sempre tive esse olhar de observar os problemas do dia a dia das pessoas. Não só enxergar o problema, mas enxergar a solução”, afirma Wilian.

O resultado é um produto pensado para que o consumidor não precise fazer praticamente nada. Biolo explica o processo de uso com simplicidade: “É só rasgar duas partes da embalagem, acender o acendedor e colocar o produto em pé dentro da churrasqueira”.

A estrutura interna, feita de madeira com o acendedor acoplado, foi projetada para garantir a circulação correta de ar e eficiência no acendimento. A embalagem utiliza papel kraft natural, tintas à base de água e cola vegetal.

Segundo o empreendedor, tudo foi pensado para queimar de forma segura e sem interferir no sabor dos alimentos. “A gente conseguiu resolver três problemas: segurança, praticidade e sujeira”, resume.

O produto é patenteado no Brasil e no exterior, o que garante exclusividade à empresa. Hoje, o negócio opera em um galpão com quatro funcionários e produz até cinco mil pacotes por mês, vendidos em embalagens de três e quatro quilos, com preço médio de R$ 32.

A distribuição já alcança o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e outros estados do país, além de grandes redes com milhares de pontos de venda. Os números refletem o crescimento acelerado. Em 2021, primeiro ano de comercialização, o faturamento foi de R$ 62 mil.

Em 2025, saltou para R$ 1 milhão. Para o empreendedor, o caminho até o sucesso exigiu persistência. “Nesses dois anos de protótipos, a gente desanima, duvida, mas eu nunca desisti. Hoje eu vejo que o produto deu certo e que ele não sai mais do mercado”, diz.

Para ele, a criatividade nasce da observação. “Sempre tive esse olhar de não só enxergar o problema, mas sim a solução”, reforça.

A inovação, agora presente em churrascos de vários estados, começou com uma faísca de inquietação — e seguiu acesa pela insistência de quem enxergou oportunidade onde muitos só viam fumaça.

A história mostra como a inovação nem sempre nasce da alta tecnologia, mas da observação do cotidiano — e como uma ideia simples pode acender não só o fogo do churrasco, mas também um negócio de sucesso, como destaca o quadro Brasil Criativo, do Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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