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Sem vacina, dois a três brasileiros são barrados por dia em Cidade do Leste

Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2018 às 9:01

A 10° Região Sanitária do Paraguai informou que de dois a três brasileiros tem entrada negada no país diariamente por Cidade do Leste, por não apresentarem comprovante de vacinação contra a febre amarela. A carteira de vacinação passou a ser pedida em 1° de fevereiro deste ano, por determinação do Ministério de Saúde Pública e Bem Estar Social, como forma de impedir que a doença entre no país.

A exigência da vacina contra febre amarela vale para qualquer pessoa que procura a aduana paraguaia da Ponte Internacional da Amizade, para pedir permissão para viajar pelo país. A vacina também é exigida à pessoas que deixam o Paraguai com destino à estados brasileiros considerados de risco, como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A carteira não é obrigatória para quem tem como único destino Cidade do Leste.

O Ministério da Saúde do Paraguai informa que pessoas com viagem planejada para estes destinos considerados como zonas de risco, devem se vacinar com prazo mínimo de 10 dias. O ministério ressalta, que uma dose é suficiente para ficar imune contra a febre amarela por toda a vida. Pessoas com contraindicação à vacina, como imunodeprimidos e com hipersensibilidade ao ovo e derivados, ficam dispensados da exigência, considerando o risco epidemiológico de contrair a doença, principalmente grávidas e idosos.

Sintomas

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Transmissão

A febre amarela ocorre nas Américas do Sul e Central, além de em alguns países da África e é transmitida por mosquitos em áreas urbanas ou silvestres. Sua manifestação é idêntica em ambos os casos de transmissão, pois o vírus e a evolução clínica são os mesmos — a diferença está apenas nos transmissores. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus e do gênero Sabethes. Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Além do homem, a infecção pelo vírus também pode acometer outros vertebrados. Os macacos podem desenvolver a febre amarela silvestre de forma inaparente, mas ter a quantidade de vírus suficiente para infectar mosquitos. O macaco não transmite a doença para os humanos, assim como uma pessoa não transmite a doença para outra. A transmissão se dá somente pelo mosquito. Os macacos ajudam a identificar as regiões onde estão acontecendo a circulação do vírus. Com estes dados, o governo distribui estrategicamente as vacinas no território nacional.

Prevenção

Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Qualquer recipiente como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados. Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do “fumacê”. Além disso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

A população de e São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia receberá a dose fracionada da vacina de febre amarela. A meta é vacinar 95% de 19,7 milhões. O objetivo é evitar a circulação e expansão do vírus. A dose padrão da vacina continuará sendo administrada em alguns grupos conforme a tabela abaixo.

Rádio Cristalina/portal.fiocruz.br

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